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Campanha Salarial de Embalagens – Patrões mudam proposta de reajuste de R$ 0,54 para R$ 0,60

Percentual significa 60 centavos na diária

Ainda não chegou a 1 real por dia a proposta de reajuste salarial dos patrões do Sindicato da Indústria de Embalagens – Sindembalagens. Na rodada de negociação realizada nesta segunda-feira, 28 de janeiro, na Superintendência Regional do Trabalho, a proposta patronal para o reajuste salarial passou de 1,69% para 1,80%. Aumentou de R$, 0,54 para R$ 0,60 (repetindo: 60 centavos) o reajuste na diária de quem ganha piso salarial.

Além do reajuste salarial, os patrões propuseram aumentar para R$ 990,00 o o piso salarial da categoria(retroativo a maio de 2018), com gatilho de R$ 20,00 em janeiro de 2019; pagamento das diferenças salariais, em parcela única na forma de abono salarial; e a manutenção da Convenção Coletiva anterior, aplicando-se o mesmo índice do reajuste salarial para as demais cláusulas econômicas.

O representante patronal informou ainda que não discutirá nenhuma reivindicação dos trabalhadores, tendo em vista que, na opinião dos patrões, as reivindicações laborais visam anular a reforma trabalhista que os patrões não abrem mão, segundo o representante.

O presidente do Sindicato dos Gráficos do Ceará – Sintigrace, Rogério Andrade informou na oportunidade, tendo em vista que os patrões não querem discutir as reivindicações dos trabalhadores, que não haverá discussão de nenhuma reivindicação da contra pauta patronal.

O presidente informou também que apresentará a proposta econômica à categoria, em visita aos locais de trabalho. Disse ainda que “não defenderemos a proposta patronal, tendo em vista que ela é simplesmente indefensável, o reajuste na diária de quem ganha salário normativo será de míseros 60 centavos” e não há, mesmo com a crise econômica, justificativa para reajuste tão baixo.

Andrade comentou ainda que a falta de diálogo por parte dos patrões da indústria de embalagens, que não aceitam nenhuma discussão acerca dos temas da reforma trabalhista, é preparação para a retirada de direitos garantidos nas Convenções. “Primeiro enfraquece ou aniquila os sindicatos, depois ‘depenam’ as convenções coletivas de trabalho se elas ainda existirem, a responsabilidade da categoria é muito grande”, finalizou o presidente do Sintigrace.

Nos próximos dias os trabalhadores do setor gráfico de embalagens serão visitados para avaliar a contraproposta patronal. A próxima rodada de negociação acontecerá no dia 18 de fevereiro no mesmo local.

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