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Campanha Salarial do setor convencional

Resultado da quarta rodada de negociação

A quarta rodada de negociação realizada nesta terça-feira, 10 de abril, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE não mudaram as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores na Campanha Salarial do setor gráfico convencional.

Os patrões não modificaram a postura adotada nas rodadas anteriores. O objetivo patronal é garantir o fiel cumprimento da reforma trabalhista e assim, precarizar ainda mais as condições de trabalho dos gráficos do Ceará.

Na rodada de negociação desta terça-feira, os patrões negaram as reivindicações dos trabalhadores que tratam do plano de saúde, cesta básica, dia do gráfico, sindicalização e terceirização. Ademais, os patrões aceitam o vale-lanche, desde que possam aumentar eventualmente a jornada de trabalho para 12 horas diárias e diminuir para 30 minutos, o intervalo para refeição.

No que diz respeito a grupo econômico, os patrões querem que os gráficos empregados trabalhem em mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, recebendo salário em apenas uma. Ficaram para ser discutidas em outra ocasião, as cláusulas sobre liberação de diretores e parcelamento de férias.

As reivindicações que tratam sobre aumento de salário não foram discutidas nesta rodada de negociação, permanecendo a contraproposta apresentada na rodada anterior, ou seja: reajuste de R$ 2,07% para pisos salariais, salários acima dos pisos e para as demais pautas econômicas.

O presidente do Sintigrace, Rogério Andrade declarou ao final da reunião que “o sindicato patronal quer aproveitar o momento para garantir efetividade na reforma trabalhista, e assim piorar as condições de trabalho dos gráficos”, disse o presidente.

Ele comentou ainda sobre o a proposta de reajuste salarial apresentada na rodada anterior: “os patrões estão ‘por cima da carne seca’; com a reforma trabalhista a favor deles, desemprego em alta e inflação baixa, podem chantagear os trabalhadores para aceitarem, além de condições de trabalho precárias, reajuste salarial ridículo como esse; admitimos a crise, mas não somos responsáveis, nem vamos pagar por ela; enquanto passamos por todo tipo de dificuldades, os patrões mantêm suas mordomias à custa das nossas dificuldades”, declarou.

Nos próximos dias, a diretoria do Sintigrace fará reuniões com os trabalhadores nos locais de trabalho, das principais empresas do setor, visando a definir uma resposta dos trabalhadores à intransigência patronal.

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